Exclusão Social

A pobreza e a exclusão social tendem desde há uma dezena de anos a assumir uma dimensão preocupante em muitos países da União Europeia, tanto nomeio urbano como rural. Esta evolução é explicada em grande parte pelo aumento do desemprego, mas nem sempre desemprego, pobreza e exclusão têm uma ligação directa, razão pela qual é necessário examinar mais pormenorizadamente os mecanismos que os relacionam entre si.

Livro, Lutar contra a exclusão Social

Milhões de pessoas em todo o mundo vivem nesta realidade, assim tem como objectivo este trabalho, esclarecer as diversas abordagens teóricas do termo exclusão social.

A discussão e análise da questão da exclusão social, enquanto temática, expressam as contradições sociais, das novas formas e processos de exploração, defraudação e degradação das condições de vida, no modo capitalista de produção, as sociedades e aos estados.

Trata-se de um problema social, denunciador das múltiplas facetas menos claras, que normalmente é atribuído à globalização, à reestruturação produtiva, mas também à própria produção social do espaço. 

Enciclopédia, http://www.enciclopedia.com.pt/articles.php?article_id=775 
  

Confrontados com a dimensão dos fenómenos de exclusão e com a impossibilidade de reduzir o desemprego e as suas manifestações sociais devastadoras, muitos governos começaram a alarmar-se e a encarar outras formas de tratamento.

Actualmente, o problema consiste sobretudo em saber quantos europeus vivem em condições de pobreza ou de exclusão social. Para lhe dar resposta recorre-se a maiorparte das vezes a um indicador clássico da pobreza: a percentagem de famílias ou de pessoas que dispõem de menos de metade do rendimento médio. Embora este indicador nem sempre seja adequado para certas categorias sociais vítimas da exclusão (minorias étnicas, pessoas idosas, pessoas isoladas), as estatísticas mostram que os pais isolados, as famílias monoparentais, as pessoas idosas isoladas e os desempregados constituem a maior parte das categorias da população com baixos rendimentos.

Existe igualmente uma “geografia da exclusão social ”, representada por certos subúrbios citadinos votados ao abando no, pelos guetos urbanos, pelas zonas rurais afastadas, pelos territórios periféricos, etc. Quando um grandenúmero de pessoas pobres ou vítimas das mesmas formas de exclusão se concentram nestes espaços, a exclusão torna-se visível. No entanto, muitos excluídos estão dispersose são por isso “invisíveis” para a sociedade.

A concentração dos excluídos, ou seja, a exclusão visível, continua a ser um fenómeno sobretudo urbano. Encontra-se designadamente nos bairros com grandeconcentração de imigrantes ou de minorias, onde aidentida de étnica desempenha um papel importante no reconhecimento mútuo, sendo ao mesmo tempo um factor de exclusão. Nas zonas rurais, em contrapartida, a exclusão é menos visível, porque está mais dispersa ou por vezes mesmo escondida. É por isso que apesar da semelhança dos problemas se impõe uma distinção entre o meio urbano e o meio rural, tanto na abordagem como nas políticas de luta contra a exclusão social .

Livro, lutar contra a exclusão.

 

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